>Ano Novo. Encrenca velha.

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Se você andou criando confusão – à toa; se brigou mais do que poderiam suportar, abusou do quesito “semear discórdia e mal estar” e chegou à conclusão de que está a um passo de ser mais querida pela ausência…Tchã,tchã,tchã,tchãnnnn…Seus problemas ainda não acabaram, mas podem acabar. Depende de você. (O que, convenhamos, não é um bom começo, enfim.)
Pois é, você quase recebeu o Troféu Encrenca 2008, mas lá pelas tantas, sentiu que, no fundo, gosta (muito mais do que desejava) de todos os que transformou em alvo de suas alfinetadas cruéis. No meio do sono, parece ouvir: Ho,ho,ho,ho! Atenção, atenção, última chamada para o paraíso. Para se reabilitar, plataforma um…
Então tá. Agora você faz o quê, no finalzinho do segundo tempo desse jogo campeão de violência explícita e disfarçada? Não dá para simplesmente telefonar, na maior cara-de-pau, pedindo muitas desculpas ‘por qualquer coisa’, não é mesmo? Até porque , do jeito que as coisas estão, é pouco provável que alguém queira atender uma ligação sua, tsc, tsc.
Olha, eu bem queria ter um surto de hipocrisia ou de algum desses sentimentos que acometem as pessoas no final do ano.
Queria acreditar naquelas listas de decisões bem intencionadas; em quem distribui uma dúzia de quentinhas na noite de Natal para aplacar o que quer que ande remoendo lá por dentro. Ah, como eu gostaria de ainda ter paciência para executar aquelas mensagens chatas, cheias de purpurina virtual, declamando as maravilhas de um mundo melhor, que há de vir com as pessoas do bem; aquelas, lembra? Como eu queria acreditar nos seus votos ocos.
Queria poder fazer cara de paisagem e fingir que não tenho cá minhas mágoas, que minhas reservas caíram por terra na medida em que senti saudades suas.
Mas não posso, sabe ? Sinto saudades de alguém que nunca existiu; ou se chegou a existir, você tratou de matar e enterrar bem enterrado.
Pena ? Não sei.
Já passei da fase de acreditar em fadas, duendes e ex-amigos redimidos. Isso não existe, meu bem. Prefiro acreditar em coisas mais…prováveis, por assim dizer. Inclusive no fato de que, com o tempo, você não me faz mais falta nenhuma.
Lamento dizer quem pode ser ao luxo de se achar odiada; não é, mesmo.
Tenho um amigo que diz que suportaria todo o rancor do mundo; mas a indiferença, jamais.
Pois isso devo a você; tornou-me mais madura, menos crédula, completamente indiferente.
E acima de tudo, mais forte.
Sua maldade me possibilitou descobrir possibilidades nunca imaginadas em mim mesma. Essa capacidade de sobreviver, de tomar a mim como melhor e mais confiável amiga…Será que um dia poderei agradecer?
Acho melhor que nem tentar, afinal, você está apenas naquela maré sentimentalista de final de ano. Logo, logo, vai esquecer da enchente, dos recém nascidos na lata de lixo e do quanto nos fez sofrer. Vai estar em baixa no planalto e, para chegar mais perto da amizade da hora, voltará aos games em que sempre foi mestra, jogando uns contra os outros.
Mas nesse campeonato, querida, dê minha falta. Tô fora. Out. Fui, entendeu?
Como ainda me restou um fiozinho de emoção nas veias, também fiz minha listinha e coloquei ao pé da minha árvore emprestada.
1- Não vou perder meu bom humor, nunca.
(Os outros itens? Ah, só Noel pode saber!)
Ho,ho,ho,ho!
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