>Valha-nos quem, cara pálida?

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Antes de qualquer coisa, desculpem meu mau humor, na verdade não costumo ser assim, mas essa semana foi exasperante. Acho que é o inferno astral, que nos ronda a cada aniversário- que seja, xô!
Primeiro foi aquela fotos nas manchetes. Nauseantes… Certas pessoas ficam tão centradas em si mesmas, no próprio ego, que esquecem o respeito que deveriam guardar por quem teve a pachorra de ouvi-las e até apoiar suas idéias. Gente que bateu palmas, que comprou brigas… E pra quê? Chego à conclusão que fomos, todos, usados.
Para ser franca, tenho até vergonha de ter sido ingênua, crédula, manipulável. Afinal, porque eu deveria ser “adversária” política dessa ou daquele? Pessoalmente nunca tive nada contra ambos, a não ser o que normalmente move o eleitor comum: simpatia de mais ou de menos. Mas nós não tínhamos essa visão, é fato que a proximidade impede-nos de ver o quadro inteiro… Éramos testemunhas do palavrório virulento que se transformou (sabe-se lá a verdadeira razão!) no abraço da vergonha; mais constrangedor para quem permitiu esse aconchego cheio de rancores e motivos certamente mais vergonhosos ainda… No seu lugar, querida, eu jamais faria parte daquela cena; e acredite, você vai sair perdendo!
Os chineses antigos diziam que a mulher rejeitada é mais perigosa que a serpente; bobagem, isso é porque orientais não imaginam a fúria de um político ao perder uma eleição. Duas, então…
Ouvi falar em preguiça e preguiçosos… Justamente aquele que foi um dos mais festejados colaboradores, condecorado por honra, desprendimento e lealdade. Então, como assim?
Não, não existiram tantos preguiçosos; pelo menos não nessa pasta. Aliás, esse sempre pegou pesado no trabalho, e certamente foi leal, inclusive quando admitiu ceder a vez ao mais velho – e supostamente mais sábio, como ensinam os chineses. Tsc, tsc, a gente devia esquecer os chineses… Não, meu bem, eu não quero emprego no governo e nem tenho nenhuma ligação ou interesse, ao contrário do que você já disse por aí, tentando ficar bem no culto e na missa; mas isso é fofoca de mulherzinha, não é mesmo?
O mito tomando conta da mente… Para quem se acostumou às vitórias e aos bajuladores, é muito difícil identificar a verdadeira razão dos fatos; uma versão fantasiosa que culpe alguém pelas próprias falhas é mais cômodo. Com o tempo, a versão cria ares de verdade, torna-se um monstro capaz de engolir quem as criou. Some o homem, fica a versão. Somem os méritos e a história; fica o engodo.
Fiquei meio engasgada com tudo isso; mesmo pra mim, acostumada a ver quem valse onde quer que o poder esteja, o sapo era intragável, me senti mal – e imaginei que poderiam me tratar como vira-casacas…E daí? Afinal, quem virou o quê?
Alto lá, não me venha dizer que esse espetáculo deprimente é a busca da paz; respeite-nos, pelo menos agora. As razões devem ser as mesmas de sempre, forças ocultas e transgressões éticas que jamais serão bem explicadas, valei-me!
Não tenho dúvida que todos temos as mesmas oportunidades de escolher que final nossas histórias devem ter. Isto é, no mínimo, previsível. A maioria persevera na busca da consolidação de um espólio cujo maior bem seja a honra e o próprio nome. Outros, nem tanto… Deus nos livre da ira dos egos, das vaidades e dessas coisas assim, que nós, os mortais comuns, não conseguem entender!
E me esqueça, cara-pálida!

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