Competente e Dedicada? Um acinte!

Desonesto: aquele que falta com a verdade, que engana, 

que  tira vantagem ilicitamente.

                                         Sinônimos: mentiroso falsário .
                                         Antônimos: honesto sincero verdadeiro .
                                         Palavras relacionadas: honestidade sinceridade verdade .

                                          

 A postura da ex-chefe da Seção de Folha de Pagamentos da Assembléia Legislativa na entrevista publicada em O Liberal é um acinte.  Ela tenta se transformar em uma espécie de heroína, dizendo que que “não era uma pessoa da confiança deles (da turma do Presidente da Assembléia, Domingos Juvenil) e sim uma colaboradora competente e dedicada” e se diz “orgulhosa da ação realizada pelo Ministério Público do Estado e pela polícias.”

Pausa para a náusea.

Tal e qual o Deputado Federal Roberto Jefférson (que dedurou o esquema do mensalão de Brasília, do qual fazia parte e era “beneficiário”), Mônica fala como recém convertida à lisura ética e moral e, por isso, merecedora do perdão e o total esquecimento de sua história pregressa de fraudes e outros ilícitos.

Não perdôo e não esqueço.

Sob todos os aspectos, Mônica é um caso e tanto para qualquer psiquiatra, tentando justificar o injustificável, sem aparentar nenhum remorso por ter promovido e/ou participado de ato criminoso, vestida como se saísse para uma balada,  dando seu espetáculo para as lentes de O Liberal.

(Francamente, ela deve estar adorando os flashes, o carro blindado, a escolta, uau!)

Conveniente e covardemente, Mônica coloca quase toda a culpa da bandalheira na Assembléia em Juvenil mas, ressalva, o esquema fraudulento havia começado “muito antes”. Mais uma vez, a competente e dedicada colaboradora acha culpados para o que ainda irão descobrir. Nessas alturas, Mônica entregaria a própria mãe.

Alguns funcionários têm outros relatos sobre Mônica, dando conta que ela não era apenas uma perua* ou fraudadora contumaz, que não teve nenhum arrependimento até ser acusada como responsável maior dessa roubalheira (tem outro nome?). Ela também perseguia e prejudicava quem quer que não ganhasse sua simpatia. Mônica não era querida, sequer estimada, apesar de ser considerada uma bela e bem tratada mulher, como é, de fato. Pelo menos ela é bem mais bonita que a Erenice. Ou a Georgina.

Um funcionário ( que por motivos óbvios pede para não ser identificado), já no começo desse escândalo escreveu contado detalhes do que foram os anos de “terrorismo” da verdadeira quadrilha que se espalhava como um câncer.

Tenho observado que diariamente essa coluna faz referência aos escândalos da   ALEPA , é voz corrente nos corredores, que o esperado processo administrativo de sindicância não vai dar em nada, pois todos os questionamentos referentes ao Departamento de Gestão de Pessoas(DGP) tornam-se comprometidos na medida em que o referido setor continua sendo administrado por Marcus Almeida e Vera Coelho, ambos sobrinhos da esposa do ex-Presidente Domingos Juvenil, que já sabiam das fraudes um ano antes de término do mandato. Bem como fizeram parte da construção do famigerado Plano de Cargos e salários, aumentando seus salários e segundo alguns revoltados servidores supostamente foram efetivados alguns comissionados. As irregularidades são tão absurdas que posso lhe garantir que existe ordem judicial que não foi cumprida pelo então Presidente Juvenil durante todo o seu mandato, acarretando multa para os cofres da ALEPA, e o que é mais importante desafiando o Poder Judiciário.”, desabafa, revoltado.

A fonte afirma que, entre os fantasmas, consta uma diarista e uma empregada da ex-comissionada (e ex-amiga de Mônica) Milene (que não tinha a senha para incluir ou excluir funcionários). O detalhe é que no contra-cheque da empregada fantasma constam 11 triênios! E tem gente que rala, trabalha de fato, e para incluir um único triênio, é uma novela!

Diz ainda que Mônica sempre foi “assim”, enfeitada, e até encantadora. Que ao falar, consegue prender a atenção. Carismática, essa Mônica.

Esses fatos já constam dos depoimentos. Lama. Lama e mais lama.

Mônica, a competente e dedicada, cometeu fraude e dela se beneficiou por um longo período (tudo já admitido pela recém convertida) e contraiu empréstimo consignado no valor de (segundo ela) R$145.000,00. Fontes anônimas  dizem que os empréstimos chegam a R$400.000,00, enfim.

Primera dúvida: faz parte da vergonhosa “delação premiada” o perdão dessa dívida? É uma aberração. Aposentados ficam sem comer por conta de empréstimos de 500 reais…Vamos aguardar.

Continuando.

Ela recebia gratitificação ilegalmente, o que majorava seus vencimentos. Por quanto tempo? Quem sabia?

Vi uma funcionária concursada chorar, ao comentar os desmandos “dessa gente que chega aqui, a gente não sabe vindos de onde…E fazem tudo isso…Tenho vergonha…Eu sou honesta!”

O Legislativo paraense tem uma chance única – talvez a última! – de realizar alguma coisa que os médicos costumam fazer quando retiram um câncer e incluem uma área maior, preventivamente.

Caso os Deputados Estaduais ainda pensem em respeito e essas coisas que parecem esquecidas, devem ter coragem para  cortar a própria pele e extirpar todos que tenham qualquer participação nessa vergonha. E recomeçar exemplarmente.

Quem acredita nisso? Parece que tudo conspira para que Edmilson Rodrigues encarne o papel de paladino da transparência e meta, de vez, o dedo na ferida de quem se arriscou a lucrar ilicitamente na Alepa. Quem tiver juízo que faça o mesmo, rapidinho.

Dessa vez a gente não vai admitir pizza ou esquecer culpados.

Dessa vez, nobres deputados, não tem perdão!

P.S: 1-Não publicarei mais fotos da competente e dedicada. Se aparecesse uma, com o sopapos que ela levou “daquele senhor” (é assim que, agora, ela chama o ex) Robgol, dava até para postar. Mas sinceramente, não fou colaborar nos flashes sobre essa pessoa que merecia estar no caderno policial, isso sim. Ela e todos os outros. Daria uma edição bem pesada!

P.S:2- Martha Suplicy perdeu a ação que movia contra uma publicação que a chamou de “perua”. O juiz entendeu que esse termo define o estilo de uma mulher, que já está consagrado pelo uso. Jurisprudência, portanto.

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Adelina
    abr 27, 2011 @ 08:31:40

    Um abração, Vera.

    Responder

  2. Roseana Santiago
    abr 26, 2011 @ 14:49:26

    Boa tarde Vera. Excelente seu cometário sobre o “escândalo na ALEPA”, uma vergonha!! E a “outra” querendo se promover e passar por santa e honesta (faça-me o favor!!) Concordo quando vc diz que o jornal O Liberal deveria tratar como caso policial. Parábens por sua coragem em falar claramente sobre nossa (acredito que seja a da maioria dos paraenses) indignação. Grande abraço. Ah… adorei vc ter voltado. Li essa manhã sua crônica: Voltei! Maravilhoso. Obrigada por esse deleite que é lêr Vera Cascaes. Abraços.

    Responder

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