Anacrônica

Acabei de ler a Rejane Barros; não sou só eu que estou sem muita vontade de fazer graça depois das notícias tristes dessa semana… Às vezes não consigo entender a vida, mas ela segue mesmo que eu fique sem palavras, enfim. Penso em Deus, que nos ajude a jamais esquecer Sua presença, principalmente quando ele parece – só parece- esquecido de nós.
Preciso de um tema – nem eu suporto mais ouvir falar em obras ou reformas! Depois de “desintoxicar” vou escrever um tratado sobre o assunto, enquanto isso, passo o tempo relendo o interessantíssimo “300 histórias do Brasil -Pequenas Vergonhas” do Marcos Vasconcellos. Perfeito para saborear num vôo ou nessas salas de espera, onde a gente fica mofando. Adoraria publicar algo no gênero, com as coisas absurdas e incríveis que só acontecem em Belém. Será que sobreviveria?
Tento saber as últimas da terrinha. Uma conhecida me relata – quase enfurecida – o que foi passar pelo Hangar em noite de show da “tal da Paula Fernandes”. Sei bem o que é cada evento no Hangar, somos vizinhos. Mas às vezes, caríssima, a gente mira uma coisa e acerta outra.
A vida nos ensina que é essencial (pelo menos) tolerar a diversidade. Gostar de sertanejo (ou de pagode, que pessoalmente abomino!) não faz ninguém pior ou melhor. Conheci um apreciador de ópera, muitíssimo culto, com quem jamais deixaria meu poodle – ou meu cartão de crédito – por uma hora… O problema é a falta de educação que assola Belém. Muitos estacionam em qualquer lugar, pouco importa quantos padeçam com sua arrogância. E isso a gente vê à saída de escolas tradicionais, com pais e mães que só “se comportam” em Miami, of course, pois lá dá cadeia. E muitos nem ouvem a “tal da Paula”!
Falando nela, acho interessante comentarem que foi “lançada pelo Roberto Carlos e que depois deu fora nele”. Detalhe, a cantora, hoje com vinte e sete anos, canta desde os oito! Emplacou temas de diversas novelas, foi indicada para alguns prêmios e gravou com nomes de enorme sucesso; no ano passado participou do especial de final de ano da Globo, ao lado de Roberto Carlos. Logo depois, circulou a fofoca que ele não queria nem vê-la, por ter levado um “bolo” da sertaneja. Então, tá.
Francamente? Mico é acharem que a moça tivesse obrigação de ser gentil num jantarzinho romântico, só por ser o Roberto Carlos. E nós com isso, não é? É assunto pessoal, é intimidade. E quem, ainda sabe o que é intimo ou não, nesse mundinho ridículo em que a Carolina Abranches (não faço idéia de quem seja, desculpem a ignorância!) diz, na maior cara de pau, que “atletas mandam melhor na hora h”? Não, não sou machista e não acho que homem pode tudo e mulher nada. Simplesmente acho que sobra vulgaridade e falta aquela educação básica, que nos faz calar sobre “detalhes sórdidos”. Certas coisas não precisam virar manchete, só isso. Mas existe gente -e imprensa- interessada em saber o tamanho da intimidade do Neymar, então… Arf, que chatice. Navego por outros sites e nada! Parece que vão escolher os pré-candidatos à nossa prefeitura – torço por novidade, se é que me entendem. E o prefeito, do alto do Pórtico, ainda acha que tem cacife para “indicar” alguém, eu heim! É o tipo de recomendação que atrapalha. Cá pra nós, essa história de “indicar” é cacoete de “coronelismo”, como se povo fosse gado – ou fosse possível fazer “transfusão de voto”… Logo vamos ver quase inimigos em passado recente, virando unha e carne, que meigo! Pensando bem, deveria escrever ao meu candidato… É isso aí! Vou colher sugestões e já tenho um assuntozinho interessante… Só para não dizerem que vivo falando em flores. Ou dissabores.

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