Seduc, Unimed… A gente merece?

Juro que até tentei.

Tenho certeza que nosso espaço deveria ser ocupado sempre por boas novas, por relatos de viagens inesquecíveis que haveriam de inspirar e quem sabe até reavivar antigas memórias.

Eu deveria falar menos do tal do prefeito – tenho tentado, mas convenhamos, ele provoca, enfim. Que bom seria esquecer, pelo menos nesses três mil e quinhentos toques, nossa falta de modos antológica. Deixar “prá lá” esse contingente de motoristas mal educados e agressivos que aumenta de maneira assustadora. Não ligar para essa mania que as pessoas têm de fingir que somos “transparentes”quando nos encontram no shopping e olham além de nós, como se fosse possível não enxergar esse corpinho diminuto.

Seria salutar que aqui jamais lembrasse aqueles que deixam o telefone tocar, sem atender. Ou se esquecem de retornar uma ligação. Bom também se  sepultasse as vezes em que marcam e não comparecem – do marceneiro ao encanador, agenda e pontualidade são ficção nessa terra. Hora marcada, no médico ou no salão de beleza, é algo que ninguém pratica. (Dizem que todo mundo atrasa, que coisa.)

Juro pela fé da mucura, que tenho tentado ser Pollyana e enxergar um lado bom até onde não existe nada para ver – ou salvar. E estou cansada de ser, quase sempre, a boazinha. Chega.

Quando o assunto é saúde, meu bem, não tem boa intenção que sobreviva. E olhem que, felizmente e graças a Deus (obrigada, Senhor, obrigada!) não sou usuária do S.U.S – pelo menos não do gratuito – o meu SUS é bem pago. Mas também é uma droga.

Você já precisou falar com quem quer que seja na Unimed, pelo telefone? Já tentou ligar para uma das Estações Saúde? Você vai perder o que lhe resta.

Pois é, então sabe do que eu estou falando.

Passei três horas (isso mesmo) numa sala lotada para conseguir a autorização para exames, no tal do intercâmbio. Quando você reclama disso, sabe o que lhe dizem? Que é porque é intercâmbio. Ora, se não dão conta, porque aceitam fazer intercâmbio? (Unimed Nacional). Não é que “aceitem”, se são UNIMED, são obrigados.

Então, meu senhor, alguma coisa está mal dimensionada.Minha avó dizia que quem não tiver competência que não se estabeleça.

A Unimed absorveu milhares de clientes nos últimos tempos e qualquer um pode perceber que a demanda está maior do que a estrutura – pessoal, inclusive – poderia atender com eficiência, rapidez e qualidade. Mínimos, é claro.

Hoje foi o número do código da autorização que estava errado.Eles erraram, eu não tenho que saber número de nada. Semana passada foi outra bobagem qualquer. Mas o que se vê é isso, você gasta o dedo no zero-oitocentos ou nos quarenta-zero-nove  e ninguém atende; quando atendem, levantam o telefone do gancho e desligam na mesma hora. Eu já vi.

O problema é: vamos para onde? Para o SUS, de fato?

Cada vez mais tenho certeza que, se quem manda não usa, dificilmente vai saber como é de fato. Se um dos filhos do Governador estudasse naquela escola – nojenta e aviltante – que apareceu uma semana inteira na TV, ela seria “um brinco”. Se alguém da Seduc passasse por lá devez em quando, não seria tão, tão horrenda… Se deputados fossem obrigados a buscar atendimento na rede pública, a saúde talvez fosse… – pensando bem, melhor esquecer a maioria deles, ô raça.

No caso da Seduc,  o esclarecimento – a escola é mantida por “uma instituição que recebeu R$9.500,00 mensais para manutenção e reparos – só veio ratificar que fiscalização não existe. Se existe, demissão é pouco, é caso de cadeia, mesmo.

Na Unimed, tenho certeza que o senhor presidente jamais tentou pegar o próprio celular para resolver uma bobagem qualquer. Ah, uma dica, presidente: ligue para o setor de vendas de planos, é o único que atende rapidinho. Mas só vende plano, saúde é outra história.

Cheguei à conclusão que o melhor plano de saúde em Belém é não ficar doente. O segundo, pode ser adquirido na TAM, Gol, etc.etc.

Francamente, ultimamente o Pará só envergonha a gente. Quer dizer, nem todos, pois tem quem venha dizer – na mídia, inclusive – que essa terra nunca esteve tão bem. Bem de que?

E você ainda quer que fale sobre o por do sol? (Ainda bem que isso não depende deles!)

 

 

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