Tem, mas acabou… (“Tão” Belém…)

Tem, mas acabou…

Você já ouviu isso antes…Exatamente como a minha paciência, com tudo que vem se tornando “a cara de Belém” com a permissão dos que preferem não reclamar – o que, decididamente, não é meu caso.

Quem consegue ir a cinema em Belém e dizer que foi um programa “tranqüilo”, sem tomar providências que incluem comprar ingresso na internet, para se ver livre de uma das filas? Uma, pois mais duas o aguardam: a fila para comprar “víveres para sobrevivência” e depois, a da entrada, repleta de gente comendo pipoca e tomando refrigerante aguado, em posição de largada para a corrida por um lugar “bom”. Claro que seremos ultrapassados por jovens experientes no quesito “educação nenhuma”. Mas a gente vive sem cinema!

Na fila (ela, de novo) do elevador, esperamos mais quinze minutos, na boa. Quando ele chega, a turma lá do fim pula na frente, atropelando quem está desembarcando, sem esconder sorrisos debochados. Da última vez acabei surtando: travei a porta e mandei-os sair, aos berros; se não saíssem, o elevador ficaria parado até chamar a PM, a cavalaria ou a mãe de cada um…Mas a gente vive sem elevador!

Também estou farta de ouvir palavrões que funcionários (em especial de supermercados) usam em conversas “particulares” que acontecem diante de clientes. Será que todos estão acostumados com baixaria e ninguém reclama? Mas a gente vive sem… Supermercado?

No casamento chique, a cerimonialista orientava padrinhos com a empáfia de quem acha que os demais são uns desqualificados, mascando chiclete… Chamei-a, de lado. “O chiclete, querida… É de última!”. Ela pareceu não saber o que fazer, sugeri: “Engula.” Mas a gente pode ignorar essas coisa, não é?

Tento marcar consulta e descubro que raros marcam hora. A atendente, que parece ter procuração de Deus (ou seja, do seu chefe) parece irritada e me diz para ligar “pontualmente às 15 horas” ( a “autoridade” frisa duas vezes) na primeira terça-feira do próximo mês, “quando abrirá a agenda” para marcar consultas, que acontecem por ordem de chegada. E a que horas Deus chega? “Ah, minha senhora, ele é muito ocupado!” Mas a gente pode viver apesar disso, afinal, Ele (O verdadeiro) olha por nós, não é mesmo?

A garagem do prédio de classe média “alta”, virou depósito de quinquilharias que abrigam poeira e pragas. E ninguém reclama! Andei bisbilhotando… Sobras de reformas concluídas há anos, portas e partes de armários, aguardam o quê? Que o fim do mundo aconteça em 12 de dezembro de 2012 e resolva o “problema”? Fico triste, imaginando que esse tipo de gente prefere deixar que tudo apodreça em vez de doar para quem precisa – e muitos precisam!  Um avaliador judicial confidenciou que a degradação de áreas comuns pode depreciar em até 20% cada unidade. Oitenta mil reais, multiplicados por vinte oito apartamentos… E pensar que a coleta de entulho custa duzentos reais, dá para entender? Mas a gente vive sem vizinhos, não é?

Na esquina da Enéas Pinheiro com Rômulo Maiorana, taxistas do Hangar fazem “ponto” informal (nada indica que estejam autorizados oficialmente a ocupar aquele espaço) e urinam -sem nenhum constrangimento- nas árvores do canteiro central. Urinam com o ritual que inclui você sabe o quê e voltam para os carros, sem lavar mãos. Pegam nos volantes, abrem portas para passageiros, passam troco. Nojento, desrespeitoso e simples assim. Já reclamei para vários setores, mas parece se tratar de bobagem. Enfim, a gente vive sem taxista mijão, não é?

A lista da vergonha não caberia no meu espaço e… Tem alguma coisa errada, não pode ser tudo coisa da minha Tensão Pré Natal ( Ho, ho, ho…, entendeu?) ou dos meus hormônios. Será?

 

 

 

 

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