Falando em Deus…

Faz tempo que deixamos de falar Nele, como se fosse assunto para especialistas – feito química, ou economia. Esquecemos que Deus – o bem acima de todas as coisas – é uma noção – uma dádiva – pessoal. Cada qual O percebe à sua maneira e ainda assim, estamos falando Dele. Tenho lá minhas convicções; são leigas e, quem sabe, um tanto simples demais – mas é assim que me transformo numa pessoa melhor, tocada pela determinação de viver em paz. Ocasionalmente, tentamos imaginar que planos Ele têm para nós – e como podemos interferir para melhorar nosso quinhão de felicidade. Pedimos ajuda para uma prova para qual não estudamos, para que uma vaga no estacionamento (só uma! – a “nossa”) surja feito o milagre da divisão das águas; imploramos por saúde (nossa e dos nossos), sucesso – e, é claro, por mais dinheiro. Estamos nos planos divinos, mas Ele está nos nossos? Quanto, de cada dia, reservamos a Deus – tenha Ele o nome que preferir, inclusive destino? Até pouco, confesso que não havia percebido como sou importante na Sua obra; afinal, de que outra forma poderia realizá-la, a não ser por intermédio de cada um de nós? Em suma, somos instrumentos – seja para o bem comum ou não. (De certo nem todos ficam a Seu serviço… Há que prefira o lado negro da força.) Está surpreso com o tema de hoje? Pois é. E estaria, caso tratasse das atrocidades que acontecem no mundo? Provavelmente achasse mais natural se falasse de carnaval ou de como deve se sentir o pai de uma jovem que faz sexo sob o edredom (e centenas de câmeras), com um sujeito que não conhecia há duas semanas. Mas… Deus? E quem sou eu para falar de religião… Esqueça religião. Estou falando de fé e boa vontade. Estou falando de um Deus que pode habitar o seu templo – caso você permita. Infelizmente poucos percebem que é muito mais fácil ser um instrumento de Deus – um agente do bem, pronto! – do que se imagina… Para começar, precisamos ser francos: Será que tentamos – pelo menos isso- ajudá-lo nessa lista enorme de necessidades que, por serem “nossas” deveriam ser prioridade? (Altruísmo é bom para os outros, não é mesmo?) Pessoalmente, acho que para ser um construtor da obra divina basta fazer a minha parte – com capricho. Como? Quando você faz o certo, o resto simplesmente acontece, pois era assim que deveria ser. Se os responsáveis pela boate de Santa Maria tivessem feito o certo em vez de se deixarem comandar pela ganância, provavelmente as coisas fossem diferentes. A ganância e a ausência (total) de empatia estão, quase sempre, por trás de todas as desgraças que ceifam inocentes. Colocar-se no lugar dos outros e ser menos afeito ao lucro fácil, teria evitado comprar um artefato de R$ 2,50 – falsificado e evidentemente perigoso – em vez do que tinha certa confiabilidade, mas custava R$70. Da mesma forma que alguém que tem responsabilidade consigo mesmo e com os demais, jamais teria executado um projeto que economizava em itens que garantiam a segurança. Nós fazemos nossas escolhas e delas seremos reféns por toda a vida. Quem bebe e dirige, escolhe correr o risco de morrer e pior, matar. Quem falsifica medicamentos (existe alguma categoria que possa abrigar essa espécie de criminoso?) escolhe causar mal, deliberadamente. Quem frauda, escolhe ser bandido, ainda que a vida – Deus ou o cosmos – tenha oferecido outras possibilidades. Em comum, guerreiros do bem e do mal, em algum momento chamarão por Deus. E ainda reclamarão por terem sido esquecidos, quando na verdade, ignoram ser parte de uma obra maior e que não existe outra forma Dele agir a não ser pelo que fazemos, a cada dia que temos a graça de amanhecer. Deus é, dentre todas, a melhor escolha. Simples, assim. Bom dia!

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