Fome!

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Fome!

Questões complicadíssimas determinam que algumas regiões sejam ricas e outras padeçam na miséria; por mais que as tente entender, sou acometida por essa devastadora sensação de culpa, afinal, somos todos responsáveis.

Atribuir esse estado de calamidade aos políticos desonestos e seus corruptores no mundo inteiro, não anistia meu coração inquieto. A certeza de que “eles”deviam estar na cadeia não torna menos culpados os que nada fazem, os que convivem com essa chaga sem pronunciar uma única frase de repúdio, ou um só gesto que pode salvar uma vida aqui, no nordeste, ou no Haiti.

Um real por dia. Você seria capaz de rastejar por um real? Você brigaria por essa quantia? Ou faria falta, se desse outro destino àquele cobre que despeja nas mãos de um desses “flanelões” que riscam nossos carros, vendem drogas e dão a “paradinha” para o comparsa? Um real todos os dias, pode salvar não uma, mas duas crianças que rastejam, famintas! Pouco mais que um daqueles “combos” que incluem sanduíche, batatas… Bem, você sabe.

Saboreando merecidas conquistas em nossas “varandas gourmet”, como podemos digerir a informação de que a cada 5 segundos – tempo insuficiente para um só gole de espumante – uma criança morre em algum lugar do planeta. Morre de fome. São milhões de vítimas da falta de alimentos, assistência médica e, principalmente, da falta de honestidade daqueles que deveriam protegê-las.

Calma. Sei que você paga impostos, que o governo deveria fazer mais e blá, blá, blá… OK. Também não estou falando nada contra nossos – como já disse, merecidos – pequenos ou grandes confortos e luxos. É para isso que trabalhamos. Não há sensação melhor do que aquela, que transborda o coração e brota nos olhos, quando pensamos que conseguimos uma vida boa e somos dignos dessa graça. Mas… Não pode ser só isso.

Dá para esquecer aquela anciã no Haiti, arrastando os próprios ossos, praticamente vencida pela fome? Como esquecer crianças comendo, sofregamente, biscoitos de lama – isso, lama misturada a restos de grãos, seca ao sol – mal sustentando o peso de suas cabeças, olhos marejados, com aquela expressão de dor que até os animais têm, quando lhes falta alimento, saúde, carinho ou qualquer coisa que os afague o coração? Não. Não dá. Pior é saber que bastaria pouco para fazer a diferença.

Recentemente, Jean Ziegler, ex-relator especial para o Direito à Alimentação da ONU, denunciou, em um debate em São Paulo, que a fome é um dos principais problemas da humanidade: “O direito à alimentação é o direito fundamental mais brutalmente violado. A fome é o que mais mata no planeta. A cada ano, 70 milhões de pessoas morrem. Destas, 18 milhões morrem de fome. A cada 5 segundos, uma criança no mundo morre de fome”, disse.

Não faltam alimentos no mundo. Os famintos é que não têm acesso!

Por outro lado, muita gente boa se dedica a ajudar quem nem conhece. Já pensou em fazer sua parte? Custa tão pouco.

Com um real ao dia, podemos contribuir com “Médicos Sem Fronteiras”, organização respeitada, que se dedica a tratar da população de áreas de conflito e fome, alimentando-a e cuidando de sua saúde, dois direitos básicos do ser humano.

Para doar, basta ligar 08009410505. Simples e rápido.

No site http://www.msfbrasil.org/fome  você pode conhecer a instituição e doar para a campanha de combate à fome. A sensação que acomete quem faz a sua parte é maravilhosa.

Faça um pouco mais. Divulgue, coloque na rede… Se conseguir que alguém faça o mesmo… Nem sei o que dizer… Apenas que vale a pena, pois também temos fome – outro tipo – que é fácil saciar: basta abrir o coração e ser um pouco mais humano.

Bom dia.

 

 

 

 

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Antonio Peck
    maio 27, 2013 @ 10:18:59

    Querida Vera,
    Tenho postado insistententemente no meu face sobre o MSF. Já contribuo faz um tempo e recebo boletins mensais sobre o trabalho desses heróis. Muito me entristece que as pessoas não se sensibilizem e colaborem com essas instituições. Beijo e boa semana pra você

    Responder

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