A tal da felicidade

A escolha de cada um

Às vezes me pergunto por que, para alguns, ser feliz é tão difícil. Essas pessoas não são vítimas da depressão – doença capaz de alijar qualquer um da própria vida – mas padecem como se fossem.

Quando reclamam da vida, percebe-se que acreditam realmente que nada dá certo e que não existe razão alguma para sorrir. Como a anoréxica que se olha no espelho e se vê gorda, esses potenciais infelizes podem estar cara a cara com a alegria e não conseguirão reconhecê-la, pois tem mais intimidade com o negativo. Acabam se tornando gente nem tentamos mais agradar.

A felicidade é um hábito. Manter-se longe dela, também – e é isso que me deixa curiosa, tentando entender por que razão alguém não percebe que pode viver melhor, que existem motivos para, por exemplo, comemorar mais um dia de vida e buscar mais e mais…

Quem só foca o negativo fica cada vez mais distante desse bem estar contagiante. Receber um “Bom dia!” cheio de boas vibrações não é ótimo? Mas há quem não dê valor.

Estar vivo é pouco? Então vamos lá… Que tal rejubilar-se por ter uma família saudável? Ah, eu sei, toda família é um tanto louca ou totalmente problemática, mas ainda assim, melhor tê-la.  E existe quem não consiga ver nada de bom nisso, acredite.

Quais são, afinal, as características das pessoas comuns que se sentem felizes?

São bem mais comuns que se pode imaginar. A tolerância é uma das principais. Conviver em paz com as diferenças alheias, em especial com as dos mais próximos, parece fazer muito bem a quem escolhe ser feliz. Isso se aplica a viver e deixar que vivam, cada qual a sua maneira. Difícil?

Pessoas satisfeitas gostam de estar com quem também está de bem com a vida. Desconfie dos que detestam ser convidados para qualquer coisa, que nunca comparecem e, quando são, finalmente, esquecidos, reclamam. Gente é tudo de bom; essa é uma verdade que supera, inclusive, quem não merece pertencer à espécie. Pesquisas mostram que quem se relaciona com amigos e conhecidos tem casamentos mais estáveis e auto estima mais elevada.

Pessoas felizes costumam ser mais solidárias e também cultivam mais a espiritualidade. Crer que “algo” é superior e responsável pela harmonia do universo, faz as pessoas se sentirem mais amparadas.  Os felizes têm fé e satisfação em exercitar alguns valores associados à religião, como a generosidade.

Não, não pense pequeno ao achar que falamos de compensações financeiras – o que é muito mais fácil. Generosidade com o próprio tempo, essa também é uma característica de quem se sente feliz. Do voluntariado à atenção paciente com alguém em dificuldade – quem é feliz, ajuda.

Empatia. É um pré-requisito da solidariedade. Pessoas que se sentem bem consigo mesmas,  costumam colocar-se no lugar do outro antes de julgá-lo. É uma prática comum dos humildes e que leva, também, à fraternidade. Como se vê, para ser feliz, é só começar. É só escolher.

Mas afinal, o que é a tal felicidade? Seria tolice relacioná-la aos prazeres imediatos, como uma compra, um chocolate ou uma conquista. É maior e mais sutil, também. Felicidade é um estilo, uma atitude e acima de tudo, uma escolha.

Ter uma boa situação financeira ajuda, é claro. Mas não basta. (Quantas pessoas vivem com orçamentos confortáveis e não estão satisfeitas com nada?)

Existem evidências que hábitos saudáveis são uma base sólida para se construir uma felicidade consistente e duradoura. Alimentação saudável,  atividades físicas, lazer, descanso, música, leitura… Quase tudo que a gente faz. Quase, não é? (Sempre dá para começar!)

Finalmente,  “ Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”,  disse Carlos Drumond de Andrade. Quem sou eu para duvidar?

 

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