Alguém devia ter ensinado…

Durante o encontro de Dilma e Sua Majestade,  a Rainha Elizabeth, o leque escapou das mãos desta, que, após pequeníssima pausa, curvou-se para pegá-lo.

Elizabeth sabe de tudo. A Presidente Dilma é quem deveria tê-lo apanhado. Se não sabe normas cerimoniais, no mínimo deveria saber que cabe a pessoa mais jovem tomar a iniciativa, nesse tipo de situação.

Mas Elizabeth, finérrima, não deu tempo suficiente para os demais perceberem a gafe da brasileira e tomou a iniciativa de agachar-se, quando uma sennhora do cerimonial – o cerimonial eficiente sempre salva tudo – apanhou rapidamente o leque fujão.

À Dilma também ninguém ensinou que, enquanto falasse com Sua Majestade, deveria curvar-se suavemente, numa deferência – o que é diferente de submissão.

Também,  o que se esperar de alguém que acha fundamental ser tratada de “presidenta”? (Já imaginou se ela volta de Londres com ideias, digamos, “majestosas”?

“Prestatenção”, Dilma!

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Questão de Estilo


É isso que está escrito na etiqueta da moça.
Nada mais adequado.

A Deca não é mais aquela…

(O assunto “Deca é uma deca, mesmo!” está em três posts.)

Poucas pessoas acreditam tanto nos SAC quanto eu!
Para vocês terem uma idéia, já consegui falar, via fax, com o Sr. Periquito, então presidente da Brastemp,e troquei duas (DUAS!) geladeiras frost-free do mesmo lote que “pifaram” na mesma época…
Consegui que a Usaflex reconhecesse que um certo calçado havia saído com defeito de fabricação. Já recebi, em casa, seis caixas de leite longa vida LEITEBOM, pois as que comprei, vieram só com o soro, por falha na fábrica…Será que só eu notei que aquela água esbranquiçada não era leite? Pois é.
Já troquei biscoito, sopa de pacote e outras coisas.

Certa vez comprei facas Guinsu, aquelas com 52 anos de garantia.Acho que foi em 1990, imagina só, pelo então famoso 011-1406…Uma propaganda tosca que mostrava a faca cortando ossos e até cano de chumbo… Lá pelas tantas, uma das minhas facas (que estão em uso diário até hoje!!!) quebrou. Quase tive um troço. Embrulhei-a com o pedaço e escrevi uma carta dizendo que não tinha a nota fiscal, mas como eu mesma não tinha nem quarenta…As facas certamente estavam na garantia. Coloquei nos correios e esqueci. Recebi um pacote com não uma, mas oito facas e um livro com sugestões do Chef Arnold. Isso sim, é garantia.

…Hummmm!Será que ainda vendem facas Guinsu?
E as meias Vivarina?
Bom vamos continuar…

Não sou só chata. O caso é que me coloco no lugar do dono daquela fábrica cujo produto saiu com defeito. Se algo saísse errado, eu ficaria enlouquecida para saber o que aconteceu, onde foi o erro…Sou caprichosa, mesmo.

Mas nem toda empresa tem a sorte – ou melhor, competência – para contratar pessoas que procurem, acima de tudo, atender o cliente insatisfeito, fidelizando-o. O que se vê é um monte de gente preguiçosa, pronta para culpar “o Bombrill”.
É pena.

A fábrica de metais Deca tem nome forte, provavelmente no mesmo nível da Brastemp e de outras, respeitadas como “as melhores”.
Mas não é bem assim. E o atendimento do SAC da DECA só piora.

Vejam só: em 2008 reformei a cozinha e coloquei 2 torneiras.
Depois de dois anos elas estavam pipocadas, horrorosas.
Lembrei da Brastemp, das facas Guinsu e resolvi escrever um email “engraçadinho” só para ver no que dava.
Mas vocês acham que é fácil ser Ginsu?
Vejam meu e-mail:

Prezado Sr. Responsável pelo SAC da Deca,
Boa dia!
Meu nome é Vera Cascaes, sou paraense, blogueira e cliente Deca desde sempre.
Antes de continuar, gostaria que respondesse o seguinte: quando (mes e ano) foi lançada a prática torneira pia cozinha parede 1168 C59 Bica Móvel Deca?

É importante essa resposta para tecer a seguinte consideração : TODAS as torneiras desse modelo AINDA estão na garantia! Portanto…

O caso é que em julho de 2008 finalmente consegui reformar a velha cozinha e fazer a minha, exatamente como sonhei. Nos meus planos, não abri mão de três itens: porcelanato Portobelo, eletromésticos Brastemp e … Metais Deca, claro!
Esse é o perfil consumidor da dona de casa classe média, que sonha ter sua cozinha com cada detalhe que “namorou” nas revistas…

Minha filha é arquiteta, e tem esses cacoetes de Brastemp, Deca, e outras marcas – que diz que não são luxo, mas escolhas de quem conhece. Então tá, na minha cozinha foram instaladas duas dessas torneiras maravilhosas.
São práticas, fáceis de abrir e fechar ergonomicamente…

Mas desde o comecinho de 2010 as torneiras começaram a “pipocar” no cromado da bica móvel. Veja as fotos… Sim, sou “cri-cri”, trato tudo com carinho e cuidado; e não, não foram danificadas por empregadas!

Parece uma doença do material…Pontos que começam a ficar foscos, despois criam uma crosta esbranquiçada…algumas bolhas ficam ligeiramente esverdeadas e finalmente aparece um material da cor do cobre.

CLARO que jamais usamos Bombrill ou coisa semelhante.

Resolvi investigar. Toda as vezes que lavamos a louça, é nessa bica que ficam gotinhas.
Mandei que enxugassem, cada vez que usamos.
Mas…Será que um metal Deca precisa desse tipo de cuidado?

Não precisa. E não adiantou nada.
Os “pipocados” continuaram e agora minhas torneiras são uma enorme propaganda negativa da Deca. E da minha decepção.

Fiz uma foto da haste da torneira – veja que ela está perfeita e brilhando. Portanto, o problema foi no metal da bica!!!

Imaginei que a Deca quisesse investigar que problema aconteceu na fabricação desse material, que “banho” faltou nessa química.

Por tudo isso estou escrevendo para o SAC da Deca, até mesmo para desafiar os familiares que me disseram que “duvidam” que eu tenha qualquer sucesso nessa “missão”.

Não, senhor; não tenho a nota fiscal. Jamais achei que precisaria dela. Mas se o senhor sabe quando essas torneiras, nesse modelo, foram colocadas no mercado, SABE que elas ainda estão na garantia…E nenhuma diferença faria comprar nessa ou naquela loja.

OK, sei que existem normas para trocas etc. Mas acredito que esse caso interesse a Deca, não só trocar mas verificar o que aconteceu…
Portanto, dependerá muito mais de seu interesse em verificar o que ocasionou esse defeito com um produto de tão conceituada empresa – afinal sempre ouvi dizer que Deca é sinônimo de qualidade.

Fico no aguardo de sua resposta, acreditando que vosso interesse é maior do que a burocracia de uma troca.

Cordialmente,

Vera Cascaes

É Deca, acredita?

Deveria ser assim...

A Deca fala…

Bem…
Olhem a resposta ao meu e-mail engraçadinho:

Notem que o cara circula o trinco da janela (Juro que não entendi) e diz que a torneira fabricada em 2005 já tem “mais de dez anos”
portanto, está fora da garantia.
Quem pirou, afinal? (prestem atenção no círculo vermelho!)

Sra Vera,

Bom dia.

Agradecemos seu contato para melhoria de nossos produtos e serviços.

Informamos que as fotos encaminhadas foram avaliadas por nosso setor de qualidade, e não foi constatado quaisquer(sic) defeito que possa ser proveniente de fábrica na bica de sua torneira Fast (código 1168.C59). Possivelmente o problema ocasionou devido ao procedimento de limpeza exercido no metal.

A limpeza dos metais podem (sic) ser feitas apenas com água, um pano macio e sabão neutro, periodicamente.

Aproveitamos a oportunidade para informar que a garantia DECA é de 10 anos contra defeito de fabricação apenas para o produto. Já a mão-de-obra e a taxa de visita para a realização dos serviços em produtos que apresentam defeito de fabricação, é coberta apenas por um ano. Para produtos instalados há mais de um ano, mesmo que se caracterize defeito de fabricação, é cobrada a mão-de-obra para a realização de manutenção. Lembrando que esta linha começou a ser fabricada no ano de 2005, e portanto possui mais de 10 anos no mercado.

Colocamo-nos á disposição para maiores informações.

O trinco da janela levou o especialista a concluir que usamos Bombril...Cadê o Grisson? Chama o CSI!

E eu grito! ( Decididamente a Deca não é uma Brastemp!)

Finalmente, respondi o seguinte:

Prezados Senhores…

Realmente agradeço a resposta, mas preciso lembrar ao especialista que examinou a foto, que a área circulada NÃO é a torneira e sim o TRINCO DA JANELA. Percebeu o engano sutil? Talvez, no afã de mais uma vez culpar o Bombrill, ele tenha focado a peça errada…Enfim.

Volto a salientar que a limpeza foi realizada dentro da mais perfeita observação das orientações, o que pode ser verificado na foto em que aparece a haste da torneira, brilhante e perfeita.
PORTANTO, a bica foi limpa da mesma forma, com os mesmos cuidados e fico surpresa que o especialista não tenha identificado as bolhas que aparecem! Nossa!

Falando HONESTAMENTE, fiquei decepcionada pelo especialista não ter, sequer, curiosidade em VER a haste, pipocada, para assim ter certeza se não houve falha na fabricação. Talvez isso seja muito mais frequente que eu imaginava…

Enquanto consumidora esclarecida, volto a afirmar que, caso essa bica não tenha defeito de fabricação, é preocupante pensar que ela, de fato, É ASSIM Mesmo, vagabunda.
Lamento que a maioria das pessoas dos SAC deste país prefiram pensar logo que TODA clientela é pouco esclarecida (capaz de usar Bombrill no metal) e desonesta (capaz de vir reclamar, depois de danificar o produto, por mau uso).

Garanto ao senhor que não se trata do meu caso; não é só Deca que tenho em casa, outros bons produtos jamais me deram problema… . O vosso produto foi bem usado, foi tratado adequadamente e, AINDA assim, apresentou defeito.
Lamentável, volto a afirmar, que seu especialista não queira VER o que acontece, preferindo observar (em círculo vermelho) o trinco de uma janela em vez da torneira DECA!!!
Vou aguardar vossa resposta, na esperança que, pelo menos o senhor que me devolveu o e-mail, tenha a paciência de observar o absurdo da resposta!

Não reclamei do trinco e sim da bica da torneira.

Outrossim, se a torneira foi lançada em 2005, portanto, se ainda sei fazer conta “de dez”, deveria estar “garantida” até 2015… Portanto, sua resposta contém não um, mas dois erros de avaliação…
Aguardo sua resposta, na certeza de que o especialista vai “olhar” a torneira e não o que mais aparece na foto!

Obrigada.
Vera

Acuma?

Não sou “entendida” no português. Vira e mexe peço ajuda para o João Carlos Pereira e até para o Pasquale, mas  na falta de assunto melhor…Faz tempo que me pergunto a razão de muitos apresentadores, locutores (geralmente os mais jóvens)  falarem “Icoraci” em vez de Icoaraci e “Paraopebas” em vez de Parauapebas? Esses dois nomes tão nossos conhecidos sofrem na imprensa, tanto é que fui até pesquisar para ver se tinham tirado o “a” da antiga vila de Pinheiros ou mudado a grafia do munícipio da Serra dos Carajás.

 Não mudou nada, talvez o ensino tenha mudado, enfim.

Mas é IcoAraci e ParAUApebas, “visse”?  (socooooorrrrooooo!)

Os demais são corriqueiros:  “Rúim” em vez de ruim. “Rúbrica” em vez de rubrica.

 A campeã foi uma jovem que falava sobre a “polda” (ui!) das mangueiras, e disse “em ófice”..(áaaai…) Se ela que é do ramo, não sabe o que é “em off” (sem gravação, particularmente, só entre nós etc.) imagina o Seu Zé, que nem sabe o que é on ou off…

Falando nisso, o vereador Seu Zé da Farmácia era uma figura simpaticíssima e querida na Câmara, há uns 15 anos e guaraná de rolha. Um dia, muito constrangido, chegou perto do também vereador Adenauer Góes, reclamando. 

-Dr. Góes, eu fico tão triste com o senhor…

-Como assim, Seu Zé?, assustou-se o colega.

– Ora, eu sou tão seu amigo… E o senhor me chama de precário na frente de todo mundo!

É  que Góes o saudava, no plenário, como “Meu preclaro amigo!” (notável)

O mal entendido acabou entre gargalhadas.

Outro dia um empavonado e parrudo mestre de cerimônias lascou, no meio do blá-blá-blá : É “míster” salientar o papel… Só se for o Mr. Universo. Bastava dizer: Importante salientar… Quem enfeita demais, erra mais.

Outra, essa enviada por uma amiga de minha mãe:

Quando foi que ensinaram porteiros, vendedores e flanelinhas a tratar todo mundo de “doutor”? Antigamente era “Seu fulano”, e “Dona Beltrana”. Daqui uns anos devem chegar ao Professor-Doutor…Arre.

Como assim?

Leitor me envia recorte do Diário do Pará de hoje, sobre a possibilidade de Belém ser incluída no roteiro turístico de cidades históricas. Diz ele:

“Vera,

Veja a notícia que saiu hoje, no Diário do Pará.
Só pode ser brincadeira. Na última semana houve um desabamento e um incêndio no nosso “centro histórico” (só se for historicamente abandonado!) e uma reportagem na RBA disse que 90% (não sei de onde tiraram esse número) dos imóveis históricos do comércio correm riscos de desabamento ou incêndio. Essa notícia só pode ser brincadeira (acho que era pra ter saído no dia 01 de abril).
Essa terra ainda tem jeito?  “

É meu caro, nem sei de depende de quem a gente escolher …Está cada vez mais difícil.

Seria tão bom se a perspectiva virasse verdade, que não só o poder público “cuidasse” da nossa história, mas a gente soubesse “se comportar” como quem quer receber turistas, sem jogar lixo nas ruas, sem pendurar roupas nas janelas, sem depedrar o patrimônio público…

Já imaginou ,viver numa cidade onde os telefones públicos estivessem limpinhos e funcionando (inteiros), onde as esquinas não tivessem montes  de lixo, sem camelô em cima de calçada, sem essa falta de respeito pelo cidadão? Nem lembro como é.

Vamos torcer. E orar…(Eu? Reclamo, mesmo!)

(De O Diário do Pará, de hoje.)

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