>Como a escova e a privada.

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Pensei que já tinha visto “de um tudo”, mas sempre haverá um mau político – ou a esposa de um – para mostrar que se pode ir mais baixo. Lama? Mais, meu caro, e seja lá onde isso for, fede e muito!
Arruda foi “em cana”. Lembro quando a gente só usava essa expressão com bandidos comuns, da laia do finado Ninja – como se bandidos pudessem ser diferentes, enfim. Mas o caso é que a história recente comprova que os “incomuns”, os bandidos por opção, são os piores. Ninja nunca bancou o honesto, nem foi, suponho, candidato a nada. Os “engravatados” vivem se fazendo de bonzinhos para ganhar seu voto.
Por muito tempo Arruda disfarçou-se de político moderno e competente. Veio a Belém e recebeu nossos salamaleques (melhor pular essa parte) e fingindo-se recuperado da molecagem no painel de votação do senado, apareceu na Veja, dando receitas de como governar com austeridade – que descarado. Agora posa de bíblia na mão, querendo perdão.
Arrependimento de cara de pau é assim, só aparece quando é flagrado, adverte o colega, duvidando se a maioria não faz a mesma coisa, de uma maneira ou de outra. Diante da minha incerteza, argumenta que poucos sabem quanto o governador ganha e desconfia que a Receita não faça aquela continha de taberna de português, na base da entrada e saída. É, acho que não faz mesmo – ou a cadeia teria cotas para a classe.
Dizem que corruptos têm dois hábitos em comum: negam o crime, mas não resistem a ostentar a riqueza ilícita. Acrescento que a maioria acaba se envolvendo com um tipinho de mulher que não deixa dúvidas sobre os próprios. Eles não têm só cara “daquilo”, são mesmo e parecem felizes. “Aquilo” pode ser qualquer substantivo ou adjetivo que denote desqualificação ou adereços de cabeça, você escolhe.
Pouco antes da Operação Caixa de Pandora acabar com a farra do panetone, o então Secretário de Educação do DF (que deboche!) era assunto no meio social de Brasília. O “creme de La creme” (indigesto!) que se arriscou no casório de José Luis Valente, teve que cumprimentar a noiva nua, só com uma pintura (brega) sobre seios e tronco, e um saiote que parecia a toalha de organza do bufê, amarrada na cintura.
As alianças de casamento chegaram a bordo de um helicóptero, arrematando o evento (de péssimo gosto) com o acinte de quem esbanja; tudo na maior galhofa, basta checar o youtube .
Se o enlace tivesse ocorrido na Uniban… Não daria em nada, a noiva estaria desfilando ao lado da tal da Geyse – Que país é esse?
(Olhos as fotos e fico sem acreditar…Que família é essa?)
Bom lembrar que semanas antes, em Brasília, o professor de inglês Márcio Barrios foi afastado por usar uma música da americana Katy Perry em uma das aulas sobre verbos no passado, presentes na letra que fala de uma jovem que bebeu e beijou outra garota. O contrato do professor não foi renovado, pois o secretário queria respeitar a linha pedagógica: educar é dar exemplos. Então tá. (Quanta hipocrisia!)
Os trajes da noiva foram um desrespeito também à Valéria Valenssa que, na pele da melhor das Globelezas, vestia lantejoulas e algumas pinceladas, com louvor. Vi a musa de perto, escultural e majestosa, numa nudez que não constrangia por estar no momento e local adequados. A Globeleza jamais casaria assim; mas é uma questão de classe – você tem ou não, pouco importa a idade ou o físico. Para completar, a esposa do secretário é uma bela mulher madura, com cintura grossa, barriguinha e “papada”, mamas sofrendo a ptose que os anos e a gravidade causam a todas nós.Bem vestida, estaria linda.
Pergunto-me porque uma mulher assim precisa provar que ainda é “gostosa”- e acabar vulgar, ridícula e risível? (vEJA A a cara dos filhos, nas fotos. Imperdoável!) Porque não ser uma noiva madura, linda e loira como a maioria gostaria de ser – e não é? Não consigo entender, mas acho que nasceram um para o outro. Arre!

>PIORES DE BELÉM

>Os piores de Belém
Recentemente a SPPA – Sociedade Protetora dos Palpiteiros Anônimos, houve por bem ouvir seu seleto grupo de sócios, os honorários inclusive, com a finalidade de elaborar a lista das “Dez Melhores Coisas de Belém”.
Como é de praxe, aconteceu uma enorme celeuma, briga feia mesmo, o que acabou resultando na saída de um de seus eméritos fundadores, conhecido por seus sólidos conhecimentos no setor de fofocas e intrigas.
Ao final da décima reunião extraordinária, (ordinárias são as dos outros!) e, diante dos votos, acatou-se escolher então, “OS DEZ PIORES”.
Já se sabe que a lista irá aumentar, a cidade é uma gracinha mas opinião é como bunda, todo mundo mantém a própria bem discretinha até o primeiro mostrar a sua…
Vamos então aos mais votados.
1- Categoria hors concours : Praça da República e arredores, aos finais de semana e feriados. As razões ocuparam a pauta durante quatro horas. Todo mundo sabe que aquela “herança”é deprimente, degradante, fedorenta, perigosa, feia, brega, horrorosa. E que a gente séria que faz artesanato e outras coisa boas, não merece estar em tão má companhia. Nem nós.
2-Em S.Braz, a nave da Xuxa cedeu a supremacia ao Monumento ao Cocô Desconhecido. Alguém me disse, ou eu tive um pesadelo, não sei bem, que aquilo é uma homenagem (?) aos sobreviventes de Eldorado, ou aos sem teto, sem casa, alguma coisa por aí. Não, meu anjo, eu não estou faltando com o respeito. Quem fez isso foi quem colocou aquilo ali e ainda dedicou a obra a quem não pode vir aqui se defender.
3-O Colégio Moderno. Essa citação surpreendeu, afinal, foi o celeiro de gente bonita e , enfim, todo mundo sabe a história. Mas in loco, todos capitulamos. Foi tanta reforma, tanta obra estilo favelão, que, principalmente pela lateral da Gentil aquilo ficou parecendo um pombal, pintadinho, cheio de basculantes. Balancins, lembra, daqueles de cozinha e/ou banheiro. Pena e comoção no júri. Menção aprovada em nome dos velhos tempos.
4- O clube do Remo mais uma vez venceu o Papão, ops, O negra da Curuzu.(Isso ficou esquisito…) O estado da outrora bela sede da Nazaré e aquela muvuca da Almirante são uma vergonha, até para os mais amorosos atletas ou torcedores azulinos.
Te sossega aí, bicola, que as coisas lá pelo teu estádio também estão em clima de favela decadente. Tuna ta chegando perto, a boate está caidinha…
5- A Estátua da Liberdade: esse foi um ponto de discórdia. Que é cafona, todo mundo concorda, mas houve quem lembrasse que ela parece “anã” numa referência a nossa ancestral pouca altura. Ah, me erre, estátua cotó para parecer paraense é demais. Premiada com louvor.
6- Lajotinhas em geral. Esse item teve inúmeras menções, dada a facilidade de se criar monstrengos com aqueles quadradinhos coloridos. O primeiro lugar ficou dividido entre um edifício na Conselheiro e um prédio comercial na Primeiro de Dezembro. O primeiro, na categoria “Raio me parta” e o segundo “Ponto… Cruzes!”. Os demais, devido a impossibilidade de citá-los nessa página, sintam-se reconhecidos.
7-A Tamandaré. Houve a sugestão de mudar o nome para Tamandaralho. Apesar de justa , a sugestão poderia chocar quem ainda tem que morar num local que não sabe o que é beleza desde que foi criado por…acaso. E a Marinha poderia sentir-se ofendida, enfim.
8- Dispensando qualquer justificativa: as reportagens que aparecem na TV, justamente mostrando o pior da nossa terra.Argh.
9- Encerrando a lista dos dez – calma, explico: essa vale por dois – Ananindeua, não poderia ficar de fora, afinal, onde a corda vai…O Shopping e seu genérico, em frente, (que coisinha feia!) com aquele entorno caótico…São os dois classificados e que representam a chamada “grande Belém”.
Grande ?