>Ritual de Passagem

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Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.

O menino está naturalmente amedrontado. Pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.

Talvez alguns humanos possam feri-lo.

Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede.

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem. Finalmente…

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.

Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.

Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, ‘sentado ao nosso lado’.

Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

Se você gostou desta história, repasse-a.

E evite tirar a sua venda antes do amanhecer…

Moral da história: Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele nao esteja conosco.

Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material.
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>Ritual de espuma

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Houve um tempo em que eu tinha apenas um shampoo, um “creme rinse” e um tal de óleo Cap, na prateleira do chuveiro.
(OK. Isso faz muito tempo. Mesmo.)
Eu podia passar por um trote de vestibulanda, com farinha de trigo e ovos na cabeça que, sem muito esforço, meu cabelão estaria limpo, lindo e solto, pronto para ‘outra’. Secador, só no salão em dia de festa. E das grandes!
Quando via algumas colegas com uma coleção de shampoos (anti-queda, anti-quebra, hidratante, com vitaminas e sais minerais, sem sal, com Ph neutro, com pérolas de brilho e até tutano, argh!) chegava a me sentir assim um pouco desfavorecida, afinal, nada mais humilde do que meu estoque, de marca popular e sem nenhuma promessa além de limpar minhas madeixas.
Que tempo bom!
A tecnologia nos trouxe ceramidas, choque de queratina, escova de chocolate, japonesa, francesa, de açúcar, chocolate branco, de morango e quem sabe, um dia teremos a escova de pizza ou alho e óleo, enfim.
Só hoje percebo que o que estava bem mesmo não era só o cabelo (saudaaade!), mas a cabeça!
Se a sua mulher tem meia dúzia de frascos enfileirados no basculante do banheiro, sossegue, podia ser muito pior. Os meus são treze shampoos diferentes, acompanhados do condicionador (que substituiu o velho e bom creme rinse) e do pote da máscara, que nada mais é que o condicionador mais encorpado, que coisa.
Sou avessa a misturas e quando tento aplicar diferentes, as cores da embalagem tem que combinar, tipo shampoo do frasco rosa e creme do frasco lilás. Porque? Também não faço a menor idéia!
A verdade é que comprar shampoo é uma terapia barata, está ali, bem ao alcance das mãos, com uma promessa perfumada de que, depois do banho, estaremos bem na foto e no álbum.
Não ache que quem tem cabelo sedoso, com pouco volume e brilho intenso não precisa de todo essa arsenal. Essas, depois das luzes, reflexos, tinturas e chapinhas, são raras, mas não esqueça que não estamos falando só de cabelo..
Quem está acima do peso, estressada com o trabalho ou com a vidinha amorosa não resiste ao lançamento de um desses vidros de felicidade instantânea. Experimentar um novo shampoo é dar a si mesma mais uma chance. Mesmo que a cabeleira não mude, é quase uma catarse, deixar aquele monte de espuma perfumada, caindo com um ruído peculiar – poloc, poloc – no chão do box, deixando a água lavar e levar todos os nossos temores, além de um certa oleosidade nas raízes.
Alguns homens também apelam para esse ritual. Mesmo aqueles que tem fios de dois centímetros passam as mãos na nuca achando que ‘melhorou muito’.
E não é que melhora?
Flertar com aquele corredor inteiro no supermercado, ler as mentiras que cada um trás feito promessa descarada de político- e ainda acreditar, é assim que tudo começa, apesar do maridão achar uma loucura o tempo que você gasta com essas coisas…Que pena.
Por isso, meu caro, em vez de reclamar da profusão de produtos no banheiro, trate de elogiar sua mulherzinha principalmente depois desses banhos em que ela procura mais que um cabelo limpo e perfumado.
Nenhuma é tola de achar que vai aprender andar em câmara lenta, com um ventilador sempre a favor, ou jantar com o Richard Gere.( Aliás, agora é que eu odeio a Carolina Ferraz, não bastava ser seca daquele jeito?)
Sentir-se confiante e feliz, essa mensagem subliminar que nos atrai a todas, nos tornando capazes de usar algo chamado ‘barro mineral’ ou ‘tutano de boi’, merece alguma coisa mais que “hum, tá cheiroso!”, não é mesmo?
Então, meu caro, capriche e faça valer a pena cada gota de shampoo e sonho!